Mola amoladora de molares

Desenho no metal
Com lâmina estampada de flores
O que faltava era um mal na crença
De todo o ódio a minha essência
Amoladas num único fio
Desfiado em seu desvio
De conduta do que já não é
O corte perfeito de meus ardores
Sangrados do fio á mola
Que mordia-me até agora
Desembainhados,
Rasgados,
Algoz
Mas me beija só com uma voz
Emudecida pelo que aguarda
Na estampa de flores que guarda
Na mata de flores que eu cortava
Por meu metal
Mau.


6 Comments:
mto bom tbm XD vc soh escreve coisas boas kra, espero algum dia ser bom assim =P d qualquer jeito, passa no meu blog q tem umas poesias tbm, axo q vc jah leu, mas soh pra conferir =P abraço kra
Lindíssimo poema, sonoro, inteligente, intuitivo. Solta de vez essa alma, Rafa, alguns verbos podem ser deixados de lado, alguns artigos definidos, alguns numerais, faz da poesia farol e não tocha, faz uma delineio e não um quadro completo. O leitor precisa ver as lacunas, os vazios, as rachaduras. Mas na alma já não precisa retoque. Continua escrevendo, sempre, mesmo em silêncio. Abração!
Por seu Metaaaalllll...lembra o Massacration...hahaha...sempre eu sem graça...
Fiquei intrigado com uma coisa: Por que uma espada pode tanto lhe inspirar. És um espadachin? Um samurai? Tem vontade de ser?
Fiquei curioso...
Caaaara!!
Quero postar um trecho desse poema!
Vc deixa?
Te adoro
Beijo
você é bom, mocinho!
muito bom!
#)
Rafa,
entre flores e lâminas, você fez um poema lindíssimo e que toca na natureza suave e firme de dois elementos distintos: a espada e as flores. A espada afiada tem o corte suave e certo, que indica objetividade, racionalidade e a flor é a beleza construída no caos das cores, do perfume, do espinho (quando há). A espada e a flor são elementos que atingem os sentidos de maneiras diversas, mas que se tocam igualmente no fascínio que provocam e seu poema é justamente uma viagem dos sentidos, quando sugere ao leitor a experiência sensorial da lâmina fria e brilhante e da maciez silenciosa das flores, mesmo q talhadas no metal. Seu poema foi uma viagem pelos sentidos.
Beijos e um forte abraço, menino querido.
Jana
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