Saturday, March 03, 2007

Mola amoladora de molares


Desenho no metal
Com lâmina estampada de flores
O que faltava era um mal na crença
De todo o ódio a minha essência

Sacrificando todas minhas dores
Amoladas num único fio
Desfiado em seu desvio
De conduta do que já não é

Em solo encravado põe-se de pé
O corte perfeito de meus ardores
Sangrados do fio á mola
Que mordia-me até agora

Com molares afiados,
Desembainhados,
Rasgados,
Algoz

Nem que seja uma espada veloz
Mas me beija só com uma voz
Emudecida pelo que aguarda
Na estampa de flores que guarda

Na espada de flores que mata
Na mata de flores que eu cortava
Por meu metal
Mau.

6 Comments:

Blogger Nibodhika said...

mto bom tbm XD vc soh escreve coisas boas kra, espero algum dia ser bom assim =P d qualquer jeito, passa no meu blog q tem umas poesias tbm, axo q vc jah leu, mas soh pra conferir =P abraço kra

6:05 PM  
Anonymous Anonymous said...

Lindíssimo poema, sonoro, inteligente, intuitivo. Solta de vez essa alma, Rafa, alguns verbos podem ser deixados de lado, alguns artigos definidos, alguns numerais, faz da poesia farol e não tocha, faz uma delineio e não um quadro completo. O leitor precisa ver as lacunas, os vazios, as rachaduras. Mas na alma já não precisa retoque. Continua escrevendo, sempre, mesmo em silêncio. Abração!

6:29 PM  
Blogger CLEBER SILVA said...

Por seu Metaaaalllll...lembra o Massacration...hahaha...sempre eu sem graça...
Fiquei intrigado com uma coisa: Por que uma espada pode tanto lhe inspirar. És um espadachin? Um samurai? Tem vontade de ser?
Fiquei curioso...

6:55 PM  
Anonymous Anonymous said...

Caaaara!!
Quero postar um trecho desse poema!
Vc deixa?
Te adoro

Beijo

6:58 AM  
Anonymous Anonymous said...

você é bom, mocinho!
muito bom!

#)

8:15 AM  
Anonymous Anonymous said...

Rafa,

entre flores e lâminas, você fez um poema lindíssimo e que toca na natureza suave e firme de dois elementos distintos: a espada e as flores. A espada afiada tem o corte suave e certo, que indica objetividade, racionalidade e a flor é a beleza construída no caos das cores, do perfume, do espinho (quando há). A espada e a flor são elementos que atingem os sentidos de maneiras diversas, mas que se tocam igualmente no fascínio que provocam e seu poema é justamente uma viagem dos sentidos, quando sugere ao leitor a experiência sensorial da lâmina fria e brilhante e da maciez silenciosa das flores, mesmo q talhadas no metal. Seu poema foi uma viagem pelos sentidos.

Beijos e um forte abraço, menino querido.

Jana

2:04 PM  

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