Clichê humano
Acordando e abrindo os olhos, para não enxergar nada a princípio. Levando tapas nas pequenas nádegas. Pulmões abertos. Aspirando O2 e inspirando CO2. Choro alto. O primeiro sinal de existência. Certidão. Medo. Salvação nos braços da mãe. Sala de aula e risos. Vergonha e dedos apontando, e perfurando como flechas, a criança envergonhada. Descobertas, livros a ler e cálculos a fazer. Erros cometidos. Não os repita! Erros repetidos. Castigo e auto martírio. Descobertas e mudanças. Muito mais erros. Primeiro beijo à tarde e coração acelerado à noite. Muitas músicas, quantidade suficiente de irmãos e poucos amigos. Mente fértil. Mudando constantemente todo fim de semana. Rock’n Roll! Erros se repetem novamente. Sem castigos. Cem castigos. Apelidos nada carinhosos. Vítimas sem culpados. Aprendizado: a cada minuto nascem dez inocentes e noventa culpados no mundo. Mudança de lugar, de hábitos, aparência, amigos, vida. Não mais cristão, porém mais forte. Menino que vira homem, sendo homem-menino. Que abraça o caos e não o larga. Vinho e álcool etílico no mesmo copo. Pouca música, quantidade suficiente de amigos e muitos irmãos (sendo o filho mais novo). Aspira CO2 e inspira CO2. Muito mais erros cometidos. Nenhuma penitência. Liberdade temporária. Mais leituras e menos cálculos. “Rebeldia e maus hábitos”. Mais fotos e mais preto e branco (mais preto que branco). Mais risos e goles, e tudo girando, girando e girando. Lamentando nas segundas-feiras. Grades nas janelas de casa e a espera do acaso (nenhuma expectativa de futuro). Estuda e se forma. “Vira gente”. Esperando ansiosamente a segunda-feira. Sem dinheiro para pagar a gasolina e o telefone toca: “Amor, estou grávida!”. Choros e enxovais para contentar o sofrimento de muitas contas para pagar. Espera e hospital. Hospital e espera. Dor, métodos de cesariana e “Parabéns, é uma menina!” Risos. Papai parece ser um bom nome. Mais trabalho. Mais filhos. Envelhecendo. Último filho. Parto normal e “Parabéns, é um menino!”.
Por favor, volte ao começo...


5 Comments:
ha!
tentei de novo e consegui comentar *-*
se tu nao tivesse falado akele dia q ja podia eu num ia tentar de novo xD
saudadesss moçooo
tao lindos os textos, muitu bem escritos ^^
opa, iskeci o nm.. Gi xD
giuli toda tonta
giuli naun... Gi...
=PPP
gostei o texto =PPP
Ainda bem q naun acredito no futuro.
=P
minha vida se resume ao agora. O que passou, ficou pra trás dentro de alguma gaveta velha. debaixo de um envelope esquecido.
=*
Naun sirvo para rotina. Gosto de clinchès. mas clinhè humano, com certeza não eh uma boa pra mim.
A cada dia que nasce, vc ganha uma caixinha cheia de felicidade. Cuidado para não esvasiá-la antes do tempo. Quando a vida vira uma rotina, a caixinha continua indo para o mesmo endereço. SOmos nós q nos mudamos e esquecemos de avisar ao remetente para onde...
[]'s
foda.
Brink! 2 escritores presentes!
Amei o texto!
=]
Talvez eu mudasse o filho... Prefiro meninos... xP
Brink! Raz filosofo tb!
Estou pasma.
Eu disse q ia ler naum disse?!
=]
agora q o pc volto, tenho todo tempo do mundo!
Tempo.
Assunto dos textos?
Futuro né?
Hunm... Eu planejo, mas nunca acontece o planejado...
To começando a desisti de planeja, e ta dando bem certo! =]
Beijo Rafa!
;***
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